Este blog surge a partir do módulo "Arte e Literatura: Humanidades Médicas I" do curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará. O módulo tem por objetivo explorar, junto com as e os estudantes de graduação em Medicina, outras dimensões da práxis médica que não apenas as competências tecnológicas duras. Para isso, lança mão de recursos pedagógicos vivenciais e audio-visuais, trazendo elementos da Literatura, das Artes Plásticas, do Cinema, bem como das experiências pessoais compartilhadas pelas e pelos estudantes.
Apesar disso, hoje o blog não quer se definir. Aqui encontram-se estranhamentos e aleluias cotidianos de um contínuo tornar-se.

domingo, 9 de setembro de 2012

Às 15 horas



Ai! Violetinha morreu.
Não foi o gavião quem matou.
Ela lhe punha medo 
com seu vestido todo branco e roxo
com sua vozinha tão bonita
com seu cheiro de flor doída
suas danças.
O que aconteceu foi nada.
Um veio vazio foi se abrindo devagarzinho
bem no mais escondido de Violetinha.
Fez ela secar de dentro pra fora.
Murchou.
O Nada sentou-se e comeu os poemas.

Um comentário:

  1. Esperança.

    Já escreveu Adélia: A poesia mais ínfima é serva da esperança.

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